Caiado diz que se encontrará novamente com Zema em meio a articulações sobre unir candidaturas
27/05/2026
(Foto: Reprodução) Caiado e Zema falam da possibilidade de unir candidaturas
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) afirmou ao g1 nesta quarta-feira (27) que voltará a se reunir com o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema no início de junho, em meio às discussões sobre uma possível aliança para a disputa presidencial de 2026.
“Voltaremos a nos encontrar daqui a 10 dias”, disse o pré-candidato do PSD.
A declaração ocorre enquanto as duas campanhas articulam uma possível composição de chapa, em uma tentativa de fortalecer os projetos eleitorais para 2026. Aliados de Zema admitem que há negociações para o encontro, mas não confirmam a data da reunião.
Em entrevista à rádio Nova Difusora, em São Paulo, nesta quarta-feira (27), Caiado afirmou que Zema é “uma pessoa aberta” e disse que ambos avaliam essa aliança política. O ex-governador destacou ainda que é “preciso ter humildade” para reconhecer que as pré-candidaturas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) ainda lideram o cenário eleitoral.
Zema e Caiado, Fórum Brasil Cidades
Solis Propaganda/Divulgação
Considerados os nomes da direita mais competitivos depois do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), aliados avaliam que os ex-governadores tentam aproveitar a queda de Flávio nas pesquisas para crescer como alternativa ao senador.
A pesquisa Datafolha mais recente, divulgada na semana passada, mostra Zema com 3% das intenções de voto e Caiado com 4%. Já Lula alcançou 40%, enquanto Flávio registrou 31%.
O levantamento foi o primeiro realizado após o site “Intercept Brasil” tornar público que o senador do PL pediu dinheiro a um empresário para financiar o filme sobre Jair Bolsonaro, “Dark Horse”. Na pesquisa anterior, Flávio registrava 35% das intenções de voto — empate técnico com Lula, que tinha 38%.
Como mostrou o blog da Andréia Sadi, do lado de Caiado, integrantes do PSD defendem que Zema seja vice em uma eventual chapa. Já aliados do ex-governador mineiro também admitem, nos bastidores, a possibilidade de composição, embora reconheçam que ainda não há acordo sobre quem encabeçaria a candidatura.
A possível parceria provoca divergências dentro do partido de Caiado. O movimento gerou incômodo entre integrantes do PSD. O líder da sigla na Câmara, Antônio Brito, confirmou o desconforto provocado pela articulação, mas minimizou a crise. Segundo ele, a situação “já foi debelada”, afirmou ao blog da jornalista Natuza Nery.