Mais de 1 mês após crime, quatro dos cinco réus por estupro em alojamento do Vasco-AC estão presos

  • 20/03/2026
(Foto: Reprodução)
Jogadores foram denunciados pelo MP-AC à Justiça por estupro em alojamento Arquivo/Jhon Lennon e Sueli Rodrigues Lucas de Abreu de Melo e Alex Pires Bastos Júnior, dois dos cinco atletas do Vasco-AC que foram denunciados pelo Ministério Público do Acre (MP-AC) por estupro coletivo e de vulnerável no alojamento do time, em Rio Branco, se apresentaram à Justiça nesta semana e já estão detidos no Complexo Penitenciário da capital. Todos eles se tornaram réus após a Justiça acreana aceitar a denúncia do órgão. As informações foram confirmadas ao g1 pelo Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC), que informou que Lucas e Alex passaram por audiência de custódia na última terça-feira (17), onde foram mantidas as prisões. Bernardo Barbosa Nunes foi o único dos cinco que ainda não se apresentou e que, consequentemente, não está preso. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp 👉 Contexto: Cinco atletas da Associação Desportiva Vasco da Gama (Vasco-AC) são investigados pelo estupro de duas mulheres dentro do alojamento do clube, em Rio Branco. O caso resultou na prisão de Erick Luiz Serpa Santos Oliveira no dia do crime, além de Brian Peixoto Henrique Ilziario e, mais recentemente, de Alex Pires Bastos Júnior, que havia sido solto em 10 de março, Lucas de Abreu de Melo e Bernardo Barbosa Nunes, estes dois últimos nomes não divulgados anteriormente. Todos negam o crime. Segundo o advogado Atevaldo Santana, Lucas e Bernardo prestaram depoimento como testemunhas, inicialmente, e nunca foram presos. Ambos já haviam retornado para o Rio de Janeiro antes da decisão que ordenou a prisão deles. “O Lucas e o Bernardo foram ouvidos como testemunhas, nunca foram presos, terminaram de depor como testemunhas, foram embora para sua cidade, estão no Rio de Janeiro, porque não foram indiciados, eram testemunhas do caso”, informou. LEIA MAIS: O que se sabe sobre caso dos jogadores suspeitos de estupro coletivo em alojamento do Vasco-AC Patrocinadores rompem contrato com Vasco-AC após contratação do goleiro Bruno e prisão de jogadores Constrangimento e intimidação: veja detalhes da denúncia de estupro coletivo contra jogadores do Vasco-AC No Acre: quatro jogadores do Vasco-AC suspeitos pelo crime de estupro já estão presos Denúncia à Justiça Na última sexta-feira (13), o MP-AC apresentou denúncia contra os cinco jogadores de futebol por estupro de duas mulheres no alojamento do Vasco-AC, em Rio Branco. A denúncia foi recebida pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Rio Branco e apresentou dois novos nomes que não tinham sido divulgados anteriormente: Lucas de Abreu de Melo e Bernardo Barbosa Nunes. Segundo a decisão, o MP-AC pediu à Justiça que Alex Pires Bastos Júnior, solto na última terça (10), Lucas e Bernardo voltem para a prisão. O juiz substituto Ricardo Wagner de Medeiros Freire determinou que os três retornem para o presídio e manteve a prisão de Erick e Brian. "Todavia, diante do aprofundamento das investigações e da análise mais detida do contexto fático, verifica-se que a gravidade concreta dos fatos, a dinâmica coletiva da violência e o risco à ordem pública e à instrução criminal recomendam a reconsideração da decisão anteriormente proferida", destaca. A Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (Deam) concluiu o inquérito e tinha indiciado apenas Brian e Erick pelos crimes. O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário no dia 9 de março. g1 em 1 minuto - AC: Jogadores são denunciados pelo MP após caso de estupro no Vasco-AC Convite para alojamento Conforme o processo, as vítimas foram convidadas por Erick Serpa e Brian Peixoto para ir até o alojamento. Quando chegaram ao local, os cinco denunciados, junto com um sexto homem ainda não identificado, se aproveitaram do isolamento e da vulnerabilidade das vítimas. De acordo com a denúncia, as vítimas foram submetidas a atos de violência, constrangimento e intimidação, resultando em graves violações à dignidade delas. "Conforme narrado, os episódios ocorreram em momentos distintos, no interior da mesma residência, dentro de um mesmo contexto fático, revelando uma dinâmica de exploração sexual coletiva, na qual múltiplos indivíduos passaram a disputar e impor práticas sexuais às vítimas mediante o emprego de violência física", diz parte da decisão. As apurações também apontam que havia encontros coletivos e consumo de bebidas alcoólicas no local. Isso expôs as vítimas a um ambiente desconhecido e potencialmente perigoso. Para a Justiça, a conduta dos investigados mostra que eles criaram e aumentaram o risco do crime que aconteceu depois e contribuíram para o ambiente que permitiu as violências descritas. "A dinâmica narrada nos autos aponta para verdadeira ação coordenada ou tolerada coletivamente, em ambiente onde diversos indivíduos passaram a disputar e impor práticas sexuais às vítimas, mediante violência física e constrangimento, quadro que extrapola a gravidade inerente ao tipo penal e revela periculosidade concreta dos agentes", pontua. Equipe do Vasco-AC entra em campo homenageando jogadores suspeitos de estupro coletivo Aldo França/Rede Amazônica Sobre o caso O caso foi registrado na Deam em 14 de fevereiro, menos de um dia após o crime. À época, o delegado Alcino Souza, que estava de plantão, informou que encontrou as vítimas na Maternidade Bárbara Heliodora. Segundo ele, as mulheres haviam procurado a delegacia pela manhã, mas não conseguiram formalizar a ocorrência e foram encaminhadas para atendimento médico. As vítimas relataram medo de retaliação e foram orientadas por uma assistente social a registrar a denúncia. Ainda conforme a polícia, as mulheres foram ao alojamento para se relacionar de forma consensual com os jogadores, mas teriam sido submetidas aos abusos posteriormente. "Você só vai até o ponto em que ambos querem. Então, foi nesse contexto a situação", resumiu o delegado. Com exceção de Erick, preso ainda no dia 14 de fevereiro, os outros três jogadores tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça no dia 15. No dia 17, os três jogadores se entregaram à polícia. O primeiro a se entregar foi Alex (Lekinho), que foi até a Delegacia de Flagrantes (Defla), acompanhado do então treinador Eric Rodrigues e do advogado Robson Aguiar. Matheus Silva e Brian Peixoto Henrique Iliziario foram até a Deam com o advogado Atevaldo Santana. Ministérios repudiam homenagem a jogadores presos suspeitos de estupro coletivo no AC No dia 19, o Vasco-AC fez sua estreia na Copa do Brasil na Arena da Floresta, em Rio Branco, e acabou eliminado pelo Velo Clube nos pênaltis. Antes da bola rolar, no entanto, o time acreano chamou atenção ao entrar em campo com camisas que estampavam os nomes de três dos quatro atletas presos. Contudo, a ação foi repudiada em conjunto, pelos ministérios das Mulheres e do Esporte, que classificaram como 'inaceitável' a homenagem. O gesto dos atletas também é investigado pelo MP-AC. Além da ação, o órgão também vai fazer investigação própria sobre a denúncia de violência sexual e vai analisar se houve possível omissão da justiça desportiva do estado. Em nota anterior, o Vasco-AC afirmou que não compactua com qualquer forma de violência e que adotará as medidas cabíveis no âmbito interno, conforme o andamento das investigações. Reveja os telejornais do Acre

FONTE: https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2026/03/20/mais-de-1-mes-apos-crime-quatro-dos-cinco-reus-por-estupro-em-alojamento-do-vasco-ac-estao-presos.ghtml


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